Minha edição de “L’usage du monde” (coleção Cercle du Bibliophile), aberta na dupla de páginas de onde extraí o texto-fonte

Non, non, pas acquérir. Voyager pour t’appauvrir. Voilà ce dont tu as besoin.

Poteaux d’angle, Henry Michaux

Há alguns meses, numa postagem, falei do escritor-viajante Nicolas Bouvier e de seu livro L’Usage du monde (1963), um sensível e perspicaz relato de viagem da Suíça ao Paquistão. Uma das coisas que mais admiro nessa narrativa é que ela subverte os significados comumente atribuídos ao ato de viajar: em vez de ser uma experiência de acumulação, reconhecimento e comodidade, a viagem para Bouvier é despojo, alteridade, até mesmo desconforto. No prefácio ao livro, o autor já sinaliza: “Acreditamos que vamos fazer uma…


Nicolas Bouvier, Curdistão, Irã, 1954

Meu primeiro encontro com Nicolas Bouvier, escritor-viajante suíço, aconteceu por volta de 2011 ou 2012, quando um amigo muito querido me emprestou uma edição de bolso de L’Usage du monde (1963). Nesse livro, Bouvier relata uma viagem de Genebra ao Passo Khyber, no Paquistão, que ele empreendeu nos anos 1950 a bordo de um pequeno Fiat e em companhia de seu amigo Thierry Vernet, cujas ilustrações acompanham a edição. Esse livro, muito celebrado na Europa francófona, infelizmente ainda não tem edição brasileira.

Uns dois anos depois desse primeiro encontro, outro amigo querido me presenteou com um arquivo .mp3 que continha…


Renée Vivien (em pé) e Nathalie Clifford Barney (sentada) em foto de Otto Studio, Paris, cerca de 1900
Renée Vivien (em pé) e Nathalie Clifford Barney (sentada) em foto de Otto Studio, Paris, cerca de 1900
Renée Vivien (em pé) e Nathalie Clifford Barney em foto de Otto Studio, Paris, cerca de 1900

[atualizado em 26 de novembro de 2020]

Renée Vivien nasceu em uma família abastada em Paddington (Inglaterra), em 1877, e estabeleceu-se em Paris no final dos anos 1890. Sua condição de herdeira lhe possibilitou dedicar-se exclusivamente à poesia, da tradução à criação. Lançou seu primeiro livro de poemas, Études et préludes, em 1901, e a partir daí publicou intensamente até sua morte precoce em 1909, aos 32 anos. Escreveu poemas, narrativas curtas, poemas em prosa e um romance, todos em francês. …


ontem li num livro sobre um homem de quem nunca tinha ouvido falar, chamado george mallory. nos anos 1920, mallory botou na cabeça que queria escalar o everest, esse pico que aparentemente dispensa explicações — digo “aparentemente” porque aposto que vocês também não sabiam que ele, na verdade, era ela para os tibetanos, que chamavam a montanha mais alta do mundo de chomolungma, algo como “a deusa mãe” ou “a mãe das montanhas” (um nome muito mais significativo do que o do cartógrafo do império britânico geoge everest, que mapeou a índia). george mallory, ao ser perguntado por que gostaria…

Juliana Ramos

Leio, escrevo, traduzo, reviso. Sou autora de “No coração fosco da cidade” (Impressões de Minas, 2018).

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